As reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho, pelo direito de votar e participar da vida pública motivaram a criação do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. Graças à luta por igualdade entre homens e mulheres, elas saíram do espaço doméstico e, hoje, ocupam importantes cargos de trabalho, seja em empresas privadas ou instituições públicas. A atuação das mulheres teve um importante papel para o desenvolvimento da Univasf. Com dedicação, criatividade e profissionalismo elas ajudaram a construir a história da Universidade. Neste dia especial, o Blog do Servidor homenageia a todas as servidoras por meio do relato da trajetória de seis mulheres, as primeiras de cada campus.

Dos 810 servidores da Univasf, 365 são mulheres, das quais 191 são docentes e 174 são técnicas administrativas em educação. Isabel Celeste Viana do Nascimento Lima foi a primeira mulher a compor o quadro de servidores da Universidade. “Comecei a trabalhar na Univasf em maio de 2004, bem no início do funcionamento da instituição. Ainda não existia prédio, não existia nada. A gente trabalhava numa casa alugada”, conta.

Celeste veio redistribuída do Instituto Federal de Goiás, antiga Escola Agrotécnica Federal, e hoje é chefe da Divisão de Apoio à Secretaria Administrativa da Superintendência de Gestão de Pessoas e é a servidora número 1 da Univasf e do Campus Centro. “É um marco na minha vida. Fico feliz pelo fato de ter sido a primeira servidora. As mulheres estão aí para somar. Elas têm muitas coisas para oferecer. Elas estão cada dia mais provando a capacidade delas e a universidade só tem a ganhar com a presença dessas mulheres, pois são muito empenhadas e criativas” destaca Celeste.

Para ela, a sua dedicação e a dos outros servidores contribuíram para o crescimento da Univasf. “É impressionante o quanto a Universidade cresceu nesse período de 11 anos. A Univasf deu um salto. Isso é fruto da dedicação de todo mundo. A gente vestia a camisa. No início, como éramos poucas pessoas, fazíamos várias coisas ao mesmo tempo, fazíamos de tudo um pouco”, enfatiza.

Margareth Pereira Andrade Morais, mais conhecida como Maggy, chegou na Univasf três meses depois de Celeste, em agosto de 2004. Ela foi redistribuída do antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrolina (CEFET-Petrolina), atualmente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). Logo após seu ingresso, Meg pediu para trabalhar no Campus Juazeiro. “Vim com um grupo de servidores do antigo CEFET. Entre técnicos e docentes, era a única servidora em Juazeiro, depois veio um grupo de terceirizados para ajudar”, relembra.

Maggy, coordenadora de Logística da Diretoria Administrativa da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Propladi), conta que enfrentou muitas dificuldades no início. “Foi um desafio quando comecei. A gente funcionava no prédio da antiga Fundação Assistencial de Juazeiro (FACJU). Ainda não tinha segurança, somente guardas municipais e na época estavam fazendo reivindicações salariais e, vez ou outra, não iam trabalhar. Então, chegava cedo para abrir o portão e as salas de aulas pros professores e alunos. Tinha essa preocupação”, conta.

Ela acompanhou de perto a melhoria da infraestrutura da instituição e se sente orgulhosa ao perceber o resultado de seus esforços. “Eu tenho orgulho. Hoje, temos sede própria, temos estrutura adequada. Enfrentamos desafios todos os dias, mas o corpo feminino é muito forte, muitas mulheres ocupam posição de liderança na Universidade e é muito gratificante observar o nosso crescimento em paralelo ao da Univasf”, finaliza.

Integrante do time de pioneiras da Univasf, a professora do Colegiado de Engenharia Agronômica Elisia Carmem Gonçalves Bastos foi a primeira servidora do Campus Ciências Agrárias (CCA). Elísia é veterinária e antes de ingressar na Univasf, no dia 4 de setembro de 2004, trabalhava na granja de sua família, no Recife (PE). Quando chegou, as aulas aconteciam no antigo CEFET. “Os cursos ficavam todos no CEFET, Medicina, Enfermagem e Zootecnia, que era o único da área das Ciências Agrárias na época”, relembra a professora. “Hoje, a infraestrutura melhorou muito. Ganhamos prédio novo, temos o Cemafauna, o Nema e o Crad. Agora, temos cara de Universidade”, acrescenta.

Elísia destaca que a presença feminina na Universidade aumentou durante esses anos. “Na minha época de estudante, tinha mais meninos do que meninas estudando veterinária. Hoje, aqui no CCA, essa relação é equivalente”. Ainda, segundo ela, no meio acadêmico, a diferença entre homens e mulheres é menor do que em outros setores. “Fora da universidade, as mulheres, mesmo ocupando o mesmo cargo, ganham menos do que os homens, na maioria dos casos, e na universidade o tratamento entre professores e professoras é igual”, declara.

Nos outros campi da Univasf, as primeiras servidoras também mostram satisfação em fazer parte dessa história. A professora Maria Fátima Ribeiro Barbosa do Colegiado de Arqueologia e Preservação Patrimonial chegou ao Campus São Raimundo Nonato em agosto de 2006. Desde a sua chegada, Fátima sempre lutou pelo desenvolvimento do curso, enfrentando as dificuldades que apareciam. “No início, só existia o curso de Arqueologia, que funcionava nas dependências da FUNDHAM, pois o campus não possuía estrutura própria”, conta.

A bióloga Maria Fátima, que já foi vice-coordenadora do colegiado, hoje possui doutorado em Arqueologia e vê avanços nesses últimos anos. “Melhorou muito, além da estrutura física com salas de aulas e laboratórios, o curso cresceu em termos de produção científica”, destaca.

Para a docente, o olhar de cuidado das mulheres é um diferencial no meio acadêmico. “Nós mulheres enxergamos o mundo de forma diferente. Como educadoras, nos sentimos felizes em impulsionar os jovens a terem um lugar na universidade, conseguirem um emprego e crescerem profissionalmente”, declara Maria Fátima.

A também professora Rosângela Vieira de Souza, que chegou ao Campus Senhor do Bonfim em janeiro de 2009, também considera importante a participação das mulheres na tomada de decisões da Universidade. “É gratificante ver as mulheres atuando na área de educação, onde já tem tradição da participação feminina, e também, na parte administrativa, onde contribuem bastante para o andamento da Univasf. Fico feliz por ter participado desde o começo, de ter ajudado a construir a história da instituição, de ter dado a minha contribuição como docente”, afirma.

A primeira servidora do Campus Senhor do Bonfim acompanhou o seu crescimento. “Logo no começo não tinha sede própria. Só em 2011 foi inaugurado o prédio novo. Antes, só funcionava o curso de Ciências da Natureza. Hoje temos uma estrutura muito boa. Chegaram mais alunos e mais servidores”, conta Rosângela.

A professora do Colegiado de Medicina Diana Maria Alexandrino chegou ao Campus Paulo Afonso em março de 2014. Diana trabalhava como médica, mas sempre quis ir para a área da docência. Para ela, trabalhar no Colegiado de Medicina foi a realização de um sonho. “Sempre quis ser professora. A Univasf me proporcionou isso. Nela, eu pude me realizar profissionalmente. Apesar de ter sido um desafio, pelas dificuldades enfrentadas no começo, foi uma oportunidade de engrandecimento pessoal”, revela.

Diana se alegra em poder presenciar e contribuir com o desenvolvimento da Univasf. “Enfrentamos muitos desafios. Se não houvesse tanta dedicação, não chegaríamos onde estamos. Tínhamos pouquíssimos materiais e faltava estrutura. Com muito esforço conseguimos melhorias”, destaca.

Além do orgulho de quem presenciou o desenvolvimento da Univasf desde o princípio, estas servidoras têm em comum o desejo de trabalhar pela educação superior e pela formação profissional dos jovens brasileiros. E assim como Celeste, Maggy, Elísia, Maria Fátima, Rosângela e Diana, todas as mulheres que integram o quadro de servidores da instituição contribuem, diariamente, para que a Univasf alcance a sua missão de levar ensino superior gratuito de qualidade para a população. 

 

Assessoria de Comunicação